Illusion in Love



O que foi falado, bêbado, foi pensado, sóbrio.

– Larissa Barone (via suicidi0-mental) Via :3

O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.

Luís Fernando Verissímo (via segredosdeumpoeta)

(Source: cetamourenmoi)

Via Live intensely

O celular dela toca.

  • Ela: Número restrito? Hm... pode ser algo importante.
  • Ela atende o celular.
  • Ele: Oi, sou eu de novo...
  • Ela ia desligar o celular, mas a voz dele a interrompe.
  • Ele: Por favor, me escuta só dessa vez, é a última vez, por favor...
  • Ela suspira.
  • Ela: Estou escutando.
  • Ele: Eu não sei porquê você fez isso comigo, mas não quero perguntar isso, eu só quero te fazer lembrar de umas coisas... Lembra no colégio, quando você entrou lá com a sua blusa da banda Slipknot porque ainda não tinha o uniforme e com o cabelo meio bagunçado? Seu All Star tava meio rasgado no canto, mas eu não liguei. Lembra na nossa primeira aula juntos? Que a ponta do seu lápis quebrou depois que caiu no chão e você percebeu que estava sem o apontador? Eu te emprestei o meu apontador com a figurinha do Iron Maiden e você arregalou os olhos de um jeito tão engraçado. A gente passou o resto do dia conversando sobre bandas de rock e perdemos quase todas as matérias que os professores chatos passaram no primeiro dia.
  • Ela: É eu lembro disso, já acabou?
  • Ele: Calma... Eu te apresentei aos rockeiros do colégio no segundo dia e você adorou, lembra? Aí o professor de matemática passou um trabalho em dupla enorme e nós fizemos juntos, só que não conseguimos terminar na sala e tive que ir na sua casa. Entregamos o trabalho mal-feito, pois passamos muito tempo escutando e cantando Iron Maiden, Slipknot, System of a Down, Avenged... lembra que a gente não parou de escutar Dear God e a cada vez que tocava essa música a gente cantava mais alto? Eu lembro disso, dou risada disso até hoje! Era legal, né?
  • Ela: Era, era legal, já acabou?
  • Ele: Espera só mais um pouco, nós não vivemos só isso... Lembra de quando a gente descobriu que teria Slipknot aqui no nosso Estado? Você ficou triste, pois não iria ter o dinheiro até o dia que começaria a venda dos ingressos e no outro dia eu cheguei em você e disse que tinha uma péssima notícia. Você ficou preocupada querendo saber o que era e eu mentindo falando que eu tava muito mal. Sabe, eu sou um bom ator! (risos) Eu te mostrei dois ingressos e você começou a gritar no meio do pátio do colégio. Sim, nós iríamos para o show do Slipknot. Lembra que num dia antes do show você me fez ir numa loja comprar uma blusa do Slipknot nova pra você? Você ficou horas na loja experimentando todas que tinha e ficou indecisa. Não sei o porquê, pois todas haviam ficado perfeitas em você. Quando saímos da loja você me levou para uma pracinha onde tinha hippies e me pagou uma tatuagem de henna nas costas da mão direita. Você também fez uma tatuagem. A minha e a sua juntas formavam "Slipknot". Você é bem criativa.
  • Ela: É, a tatuagem demorou mais de quinze dias pra sair.
  • Ele: É... (risos) De madrugada fomos para o show, meu pai me levou. Estávamos no meio da fila, mas cochilamos e ficamos no final, pois todo mundo passou da gente! Você ficou brava pra caramba e eu fiquei com medo. Você fica linda brava, mas dá medo de você! Eu tentei de animar e comprei um monte de coisas para o show: Uma bandana do Slipknot, uma pulseira, comprei comida, mas você não quis comer. Então eu comi e a minha blusa do Slipknot manchou de mostarda. Você odeia mostarda. Quando entramos lá, só tinha lugar bem atrás e todo mundo tava empurrando. Eles entraram no palco e parecia que você ia entrar em colapso!
  • Ela: (risos)
  • Ele: Verdade! Só que você é baixinha e não conseguia ver. Aí eu te coloquei nos meus ombros, lembra? Você ficou se mexendo tanto que eu fiquei com medo que você caísse. Você sabia cantar todas as músicas e se sacudiu toda quando o cara pulou do palco pra platéia! Eu tive que fazer você descer um pouco, meus ombros estavam doendo de tanto que você se mexeu! Você começou a gritar comigo, tinha lágrimas nos olhos e me abraçou forte.
  • Ela: Sempre amei Slipknot.
  • Ele: É... Eu ajoelhei na sua frente quando você tampou os olhos com as mãos para tentar parar de chorar por ver o caras da banda. Você repetia "Deus, é o Corey!" toda hora. Quando abriu os olhos eu tava mostrando duas alianças na minha mão. Eu disse: "Quer namorar comigo?". Você aceitou e me beijou ali, enquanto tocava Snuff. Pra mim foi um momento perfeito. Depois do show nosso namoro foi muito bom, eu gostei. Você também dizia gostar, mas quando a gente completou cinco meses você terminou comigo. Até hoje não sei o porquê, queria que você me contasse... Naquele dia eu tinha mais duas alianças guardadas no bolso. Eram lindas... Eu ia te pedir em casamento, você já tinha dezessete anos e eu vinte, lembra? Eu repeti várias vezes as séries. Você terminou comigo no colégio. Eu não voltei a estudar na parte da manhã. Fui fazer supletivo a noite, nunca mais você me viu. Eu te via sempre. Sabia que da rua da pra ver a janela do seu quarto? Eu te via cantando, tocando guitarra e escutando Snuff... Por que você terminou comigo? Me conta só isso, por favor...
  • Ela: Terminei com você porque não sabia se era o certo... foi tudo tão rápido. Começamos a namorar dois meses depois que nos conhecemos... Fiquei com medo de me machucar.
  • Ele: Eu nunca vou te machucar. Eu tinha planos pra nós, mas você destruiu. Tá escutando isso?
  • Ela parou. Então escutou o começo da música Snuff ao longe.
  • Ele: É a nossa música.
  • Ela levantou da cama e caminhou até a janela. Quando abriu viu o garoto erguendo um rádio pequeno.
  • Ele: Eu nunca vou te machucar, nunca vou desistir de você... você é tudo o que eu tenho e tudo o que eu quero ter. Que tal você namorar comigo de novo? Nós podemos começar do zero, ou podemos voltar aos cinco meses e então você aceitar meu pedido de casamento...
  • Ela fechou a janela.
  • Ele abaixou o rádio com o pensamento de que não havia funcionado... Se jogou na calçada, desligou a música e cobriu o rosto com as mãos.
  • Ela: Sabe o que descobri?
  • Quando ele ergueu os olhos a menina estava ali, com a mesma blusa da banda Slipknot e o mesmo All Star rasgado que usava no primeiro dia de aula.
  • Ele: O que? (repreendeu um sorriso).
  • Ela: Snuff não tem nada a ver com a gente, com a nossa história, bom... é o que eu acho, mas mesmo assim é a nossa música.
  • Ela o beijou e aceitou usar a aliança que ele tinha pra oferecer.
  • Se casaram numa igreja pequena e a música que tocou quando a noiva entrou foi Snuff.
Via [..] mais amor por favor.

E quando você finalmente discar o meu número, ele estará ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender. E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos se encherão de lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados, você encontrará a famosa solidão. A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é o tal tempo em que você tanto falava.

– Tati Bernardi. (via littlebitchh)

(Source: oquevocesignificaparamim)

Via nevermore

Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções. Vou encher minha cara de máscaras para não ser meu lado romântico que tanto precisa de um espaço para existir ridiculamente.

Tati Bernardi (via atitudedejovens)

(Source: filho-do-rei)

Via I N D E C I F R A V E L


Você cresce e percebe que os monstros não estão em baixo da cama, e sim em sua volta.

(Source: quaseumromeu)

Via Viagem ao tudo

Aproveite meu silêncio, pois minhas palavras certamente acabariam com você.

(Source: g0fucker)

Via Permita-se viver .

Talvez tentem te colocar para baixo. Talvez tentem te machucarem, tentem te fazer mal, fazendo tais criticas sobre seus modos, ou talvez te humilhe de certa maneira. Talvez você caia, mas não se esqueça que podes levantar e dar à volta por cima, e mostrar a todos quem você é de verdade. Nunca desista. Seja forte, otimista, tenha esperança que tudo irá dar certo, tenha fé em si mesmo e tudo ficará bem. Criticas, e mais criticas são mais motivos para continuar em pé.  Seja uma pessoa melhor, mude, tente viver em harmonia com os tais, não se importe com que vos falam, não dê valor aqueles que só querem teu mal, não vale à pena chorar, porque tais sorrisos constantes irão desvendar-se diante de ti. Vá buscar sua felicidade, vá viver aventuras, vá dançar durante à chuva, vá cantar,  vá fazer tudo isso sem medo de ser feliz. Esse seu sofrimento é passageiro, acredite, é só uma questão de tempo, e tudo irá ficar bem. Talvez doa, talvez faça feridas em tal coração, talvez cicatrize, mas o que importa é o seu aprendizado diante do seu sofrimento durante essa sua desventura. Tudo isso irá passar. Talvez demore, talvez nao, mas continue seguindo em frente, curta a vida, realize os teus sonhos, faça tuas historias de amor virarem realidade, busque a felicidade e quando encontra-la agarre-a o mais forte possível. Divida sua alegria com todos, viva em harmonia, esqueça teus problemas e abra um enorme sorriso no rosto, ajude o próximo, suplique por momentos inusitados, inovadores, busque novas palavras, novos pensamentos, esqueça aquilo que te fez mal e passe a sonhar no teu futuro brilhante. Coloque o teu CD preferido do radio, coloque no volume mais alto e comece a dançar, cante bem alto, faça com que os outros invejam a tua felicidade, a tua loucura. Sonhe o mais alto possível, e tenha esperanças, nunca perca a fé. Lute pelo que é seu por direito e nao deixe que nada te derrube. Escreva a tua própria historia, na qual tenha orgulho de contar aos outros e dizer “fui eu” batendo com a mão no peito, faça com que ela fique interessante, que faça com que as crianças exitem pela continuação. Tenha orgulho da tua vida. Faça tudo que lhe faz feliz, tome as tuas próprias escolhas, seja dona do teu nariz. Faça toda a tua vontade. Só lhe peço, que saia dessa cama e comece a viver. Por que amigo, se você ficar ai esperando que alguém faça algo por você, desculpe-me, mas ninguém fará. Você deveria fazer apenas uma coisa. Parar de falar e apenas agir. Por que você precisa construir a tua história. Eu já queimei todas as páginas do meu livro, por que realmente estou precisando dá uma renovada na minha vida. Por que moço, não tá nada fácil por aqui. Mas eu preciso fazer tudo pra isso mudar, preciso ir a procura de minha felicidade. Por que isso não se encontra em qualquer esquina. Se encontra em sorrisos, abraços e até em lágrimas. E eu estou a procura disso, por que moço, se continuar assim, realmente não vai dar. Então, faça o que eu lhe digo, siga o meu solene conselho. Tu não podes passar o resto da vida nesses teus momentos monótonos, precisa ter emoção. Precisa se divertir. Afinal, no futuro você precisa ter algo do qual vai se orgulhar, para poder dizer ‘Essa época sim, valeu a pena.’ Precisa ser feliz. Precisa ver a radiante felicidade de vez em quando. Siga o meu conselho, seja feliz.  Nanda, ThamiresThays and Gabriella (inusitados)          




Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a “dor-de-cotovelo” propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

– a despedida do amor, hectics (via amor-doce) Via nevermore
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